sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Espanha: ‘Há meninas com pênis e meninos com vaginas’: a polêmica campanha sobre transexuais!



Imagens de cartazes espanhóis gera revolta e entidades pedem punição de responsáveis. Durante seis dias, de 10 a 16 de janeiro de 2017, 150 cartazes com o desenho de quatro crianças nuas e sorrindo foram colocados em ônibus e estações de metrô nas comunidades autônomas (Estados) de País Basco e Navarra, no norte da Espanha.

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Campanha faz parte de iniciativas de conscientização da população sobre a transexualidade.
17 janeiro 2017, Neles, lia-se: “Há meninas com pênis e meninos com vagina. É simples assim. A maioria deles sofre diariamente, porque a sociedade não conhece essa realidade”.
O objetivo da organização por trás deles, a Chrysallis, uma associação de famílias de menores transexuais, é dar visibilidade à situação em que vivem crianças transexuais e combater o preconceito contra elas.
Mas a campanha causou polêmica.
De acordo com Beatriz Sever, porta-voz da Chrysallis, um dos cartazes foi rasgado, uma cruz foi colocada sobre outro, e, em um terceiro, foi desenhado um pênis e uma vagina. “Mas isso só aconteceu com alguns”, disse Sever à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.
‘Parte da natureza’.
Ela conta que, quando a campanha foi criada, não pensou que pudesse ferir a sensibilidade de alguma pessoa ou grupo.
“Na organização, temos membros que são católicos e de diferentes inclinações políticas. Só um grupo bem pequeno da sociedade rejeitou a campanha. Não tem nada de ofensiva. São corpos de crianças, é parte da natureza”, afirma Sever.
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A campanha gerou críticas, mas também manifestações de apoio.
“O cartaz mostra como nossas genitálias não têm nenhuma importância, mostra crianças felizes independentemente do que têm entre as pernas.”
Ela explica que a campanha busca falar de um problema enfrentado por muitas crianças e suas famílias e gerar um debate com base em argumentos racionais e científicos.
“Queremos transmitir a mensagem de que a natureza não é uma máquina de xerox, que a natureza é diversidade.”
A campanha explica que uma pessoa transexual não sente pertencer ao sexo biológico com o qual nasceu.
“A transexualidade é a condição em que o gênero de uma pessoa (aquele percebido por ela) não corresponde com o que lhe foi designado com base em sua genitália ao nascer”, explica a organização Chrysallis em dos seus folhetos informativos.
Abaixo-assinado.
A organização Centro Jurídico Tomás Moro, que diz defender “a dignidade da pessoa, da família e dos direitos humanos como reflexo do direito natural”, está liderando um abaixo-assinado digital contra a campanha com o título “No transporte público, se fomenta a corrupção de menores”.
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Grupo de advogados diz que campanha tenta ‘normalizar’ a transexualidade.
Mais de 9 mil assinaturas já foram recolhidas na petição, direcionada ao Promotor para Assuntos de Menores do País Basco.
Paralelamente, o grupo planeja levar uma denúncia formal à Justiça. No entanto, ainda não foi apresentada à Promotoria, porque os advogados à frente da iniciativa esperam que a Chrysallis esclareça de onde tirou as informações, incluída nos cartazes, de que “a taxa de tentativa de suicídio entre adultos transexuais a quem foi negada sua identidade durante a infância é de 41%”.
À BBC Mundo, Sever disse que o índice de 41% têm base cientítifica e foi demonstrado por estudos recentes.
‘Corrupção de menores’.
De acordo com o advogado Javier María Perez-Roldón, membro do Centro Jurídico Tomás Moro, a campanha é “ilegal e enganosa”.
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Uma pessoa sexual sente que seu sexo biológico não corresponde ao seu gênero real.
“Apela-se ao medo. Querem forçar menores de idade a serem submetidos a cirurgias para mudar de sexo. Estão tentando normalizar essa operação”, afirma ele.
Em seu site, o grupo é bastante crítico aos cartazes. “A campanha não pretende só normalizar a transexualidade entre menores (que é estatísticamente inexistente), mas fomentar entre os menores determinadas condutas sexuais que não estão de acordo com sua idade.”
E prossegue: “A campanha não apenas supõe uma publicidade enganosa ao se opor ao critério científico e biológico, mas supõe um possível delito de corrupção de menores já que, nos cartazes, figuram menores explicitamente nus.”
O grupo ainda considera “inadimissível a hipersexualização da conduta de menores mediante campanhas juridicamente inadimissíveis e moralmente reprováveis”.
Também demanda que a Promotoria ordene a retirada dos cartazes e investigue e puna “os responsáveis pela corrupção de menores”.
‘Onda de apoio’.
De acordo com Natalia Aventi, presidente da Chrysallis, o número de membros da organização aumentou desde 2013 de 6 famílias para 425 integrantes.
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Organizações de defesa de transexuais querem educar a população sobre a complexidade de sentimentos vividos por crianças assim.
Uma das razões para a criação da organização é que as famílias de transexuais não recebiam respostas dos órgãos públicos nem da comunidade LGBT.
Por isso, decidiram organizar-se para apoiar as famílias com filhos transexuais e tentar gerar mudanças na legislação por meio da campanhas como a realizada na semana passada.
Sever destaca que as recentes críticas também levaram a uma “onda de apoio” à organização.
Um deles partiu do Parlamento de Navarra na última segunda-feira, quando foi aprovada uma declaração institucional em que “reitera seu apoio e reconhecimento dos direitos das pessoas transexuais, às famílias de menores transexuais e à campanha criada pela associação Chrysallis para fazer com que a realidade desses meninos e meninos seja conhecida”.
O texto foi aprovado de forma quase unânime, com o Partido Popular de Navarra (PPN) se abstendo da manifestação de apoio à campanha.
De acordo com a agência de notícias EFE, a porta-voz da legenda, Ana Beltrán, justificou a abstenção ao dizer que ela não parece ser “adequada”.
Ainda que tenha reiterado que o PPN “sempre” apoiou os direitos de transexuais e expressado respeito a eles, especialmente quando se trata de crianças, ela disse que destacar que “há meninas com pênis e meninos com vagina” parece ser algo “extremamente explícito e que pode ser feito de outra forma”. [FONTE: BBC BRASIL]



segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Como tratar a diarreia no bebê

Seu A Saúde - diarreia em bebe

O tratamento para diarreia no bebê, que corresponde a 3 ou mais evacuações de fezes moles ou líquidas, no prazo de 12 horas, envolve principalmente evitar a desidratação e a desnutrição do bebê.
Por isso, é necessário dar ao bebê leite materno ou mamadeira, de forma habitual e o soro para re-hidratação de farmácia ou caseiro em um volume igual ao peso do bebê em kg vezes 100, por cada 4 horas, dado às colheradas. Assim, se o bebê tem 4 kg deve beber 400 ml de soro a cada 4 horas.
Porém, não é recomendado a toma de remédios como as gotas antiespasmódicas contra as cólicas porque impedem o movimento ativo dos intestinos e dificultam a eliminação de vírus ou bactérias que possam estar causando a diarreia.

Alimentação do bebê com diarreia

Na alimentação do bebê com diarreia além de dar a mamadeira ou o leite materno, quando o bebê já come outros alimentos, também pode ser dado para o bebê:
  • Mingau de maizena ou arroz;
  • Purê de legumes cozidos como batata, cenoura, batata doce ou abóbora;
  • Maçã e pera assadas ou cozidas e banana;
  • Frango cozido;
  • Arroz cozido.
Porém, é normal o bebê ter falta de apetite, principalmente nos 2 primeiros dias.

Causas da diarreia no bebê

A principal causa de diarreia no bebê são as infecções intestinais causadas por vírus ou bactérias, também chamadas de gastroenterites, devido ao hábito de os bebês levarem à boca tudo o que estiver ao seu alcance, como brinquedos ou chupetas caídas no chão, por exemplo.
Além disso, outras causas de diarreia no bebê podem ser infestações por vermes, reação colateral de outra doença como gripe ou amigdalite, ingestão de alimentos estragados, intolerância alimentar ou uso de antibióticos, por exemplo.

Quando ir ao médico

É necessário ir ao médico quando a diarreia é acompanhada de vômitos, febre acima de 38,5 ºC ou se aparecer sangue ou pus nas fezes.
Além disso, também é necessário consultar o médico quando as crises de diarreia não desaparecem espontaneamente em aproximadamente 5 dias.

Diarreia amarela - Causas e tratamento

Diarreia amarela - Seu A Saude

A diarreia amarela é um tipo de diarreia pouco comum, em geral, as pessoas com uma boa saúde podem tê-la 1 ou 2 vezes por ano. Quando vemos que as nossas fezes têm uma cor amarela ficamos preocupados e se o problema persistir ou se repetir muitas vezes devemos ir ao nosso médico. As fezes amarelas podem aparecer por problemas relacionados com o fígado, vesícula ou intestino delgado, a seguir explicamos-lhe com mais detalhe.

Causas da diarreia amarela

As causas mais comuns das fezes amarelas relacionam-se com o fígado, a vesícula biliar ou o intestino delgado e podem ser um sinal de um problema de saúde grave, incluindo a infeção por parasitas, uma doença no fígado ou uma doença intestinal. Se a diarreia de cor amarela parar passados 1 ou 2 dias modificando a dieta e comendo produtos restringentes associa-se as suas causas à dieta ou a medicação. Os movimentos de intestino pálidos e a diarreia amarela crônica sugerem causas mais graves, tais como cálculos biliares ou câncer.

Tratamento natural para a diarreia amarela

Para a diarreia amarela, deve visitar o seu médico para que lhe receite os medicamentos mais apropriados, no entanto existem alguns produtos de medicina natural que podem ajudar. Beber um copo de casca de goiaba ou de batata-doce, ou o suco do limão bem azedo, além disso, o doente deve abster-se de comer alimentos como pimentas, café e álcool.

Tratamento médico para a diarreia amarela

  • Se a diarreia amarela persiste depois do tratamento que aqui se propõe é muito importante que vá ao médico, uma vez que pode ter problemas graves no fígado ou no intestino. Se tem diarreia amarela, nos primeiros dias pode fazer uma dieta adstringente e ingerir líquidos em abundância, como por exemplo chá acabado de fazer ou água mineral com gás. Os alimentos devem ser leves e em pouca quantidade, para responder às necessidades da pessoa sem sobrecarregar o sistema digestivo.
  • Soluções de sais para reidratação oral. Só é necessária em alguns casos especiais e crianças. Se não tiver este tipo de solução, pode prepará-la de forma simples, misturando cinco gramas de cloreto de sódio, cinquenta gramas de arroz pré cozinhado ou quarenta gramas de sacarose num litro de água. O potássio pode ser reposto com a administração de suco de limão, coco, banana, etc.
  • Se o número de evacuações for excessivo pode recorrer a fármacos contra a diarreia a loperamida ou thanatos. Ambos têm efeitos secundários, por isso antes de os usar consulte um médico. A loperamida e outros antidiarreicos são contra-indicados para os condutores com diarreia severa. Não devem ser administrados a crianças.
  • Não é recomendável o tratamento com antibióticos, exceto em pessoas com uma imunodepressão grave ou uma doença anterior importante. Aquelas pessoas que pelas viagens que fazem têm pouco acesso a centros de saúde, devem incluir nos seus primeiros socorros algum antibiótico de largo espetro e antidiarreicos.
Este artigo é meramente informativo, no umComo.com.br não temos capacidade para receitar nenhum tratamento médico nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamo-lo a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.
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Conselhos
  • Perante qualquer episódio de diarreia persistente acuda rapidamente ao seu médico de família.